Vitae Civilis - Cidadania e Sustentabilidade

Mudanças Climáticas, Produção e Consumo

Objetivos

O Instituto Vitae Civilis pretende ampliar o engajamento da sociedade no enfrentamento global dos desafios associados às mudanças climáticas, especialmente aqueles relativos às medidas de prevenção, mitigação e até a adequação frente aos impactos e efeitos do aquecimento planetário e seus efeitos sociais e ambientais, notadamente em segurança alimentar, segurança hídrica, bem como meios para lidar com as causas.
Pretende-se também promover a justa e rápida transição para a civilização de “baixo carbono”

Principais eixos de atuação:

  • Cenários, rumos e dilemas do desenvolvimento brasileiro frente às mudanças de clima
  • Multilateralismo e a sociedade (CAN, UNFCCC, Kyoto)
  • Mudanças de clima e a vida cotidiana (tangibilizar interconexões)

Tipos de atividades e atuação:

  • Estudos e disseminação de conhecimento & informações sobre alternativas (práticas e políticas) para mitigação de emissões de gases de efeito estufa e adaptação às consequências das mudanças de clima
  • Apoio ao fortalecimento de redes e alianças da sociedade na análise e monitoramento de políticas locais, nacional e global em mudanças de clima
  • Apoio à formulação de propostas, avaliação e gestão de políticas, inclusive de seus instrumentos financeiros;
  • Apoio e engajamento com campanhas ou iniciativas inovadoras para consumo e produção sustentável, inclusive de energia e mobilidade, e de uso da terra.

Bases para as ações

O Vitae Civilis aborda os desafios de mudança de clima sob um enfoque sistêmico e considera assim que os desafios envolvem desde novas práticas e políticas de uso dos solos urbano e rural, de produção e consumo, de oferta e uso de energia, de mobilidade, entre outros.

Para um país federativo como o Brasil, além da implementação de seu Plano Nacional e planos setoriais, torna-se cada vez mais importante apoiar a formulação e execução de planos estaduais e locais e também ainda associar os rumos e cenários do desenvolvimento brasileiro com a responsabilidade interna e internacional de prover condições para maior seguridade climática. Nesse sentido, relevante analisar e poder ter estratégias sobre questões de conservação de florestas e controle de mudança de uso do solo, bem como sobre as demandas de energia e mobilidade.

O engajamento de grupos e alianças da sociedade civil na governança e aprimoramento do regime multilateral torna-se cada vez mais relevante e oportuno, ainda mais na medida em que começam a se ampliar o uso de mecanismos de financiamento, vinculados ou não às políticas e regime de mudança de clima, com pretensão de contribuir para um mundo de baixo carbono. Embora a dimensão financeira e econômica das mudanças de clima ganha maior atenção, é fundamental manter e ampliar a compreensão cientifica dos desafios da crise climática global, provendo adequada informação para a mobilização pública.

Os desafios em mudança de clima e energia incluem também a superação de diversas disparidades entre os países industrializados e os países em desenvolvimento, como a assimétrica capacidade para implementação de políticas e de investimento; o hiato da participação em negociações internacionais, inclusive no âmbito da sociedade civil; a disponibilidade de recursos e pesquisadores para a realização de estudos e pesquisas para ampliação do conhecimento e inovação tecnológica, entre outros. Para nós, aprimorar e aumentar a capacidade de organizações da sociedade civil dos países em desenvolvimento, e em especial do Brasil, para a sua participação no regime multilateral global de mudança de clima é também uma diretriz de nossas atividades, o que implica necessariamente no nosso envolvimento em diversas redes e alianças, tais como o CAN – Climate Action Network, e os Grupos de Trabalho de Mudança de Clima (GT Clima, equivalente nacional do CAN) e de Energia do FBOMS – Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para Desenvolvimento e Meio Ambiente.

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